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Madeireira do Marceneiro: Da Gestão Reativa à Transformação Orientada por Dados

A Madeireira do Marceneiro, uma empresa tradicional do segmento de madeiras e ferragens, enfrentava desafios críticos em governança financeira, padronização operacional e visibilidade de dados. Através de uma transformação estruturada que integrou DRE e fluxo de caixa, padronizou processos de estoque, implementou controles financeiros rigorosos e desenvolveu lideranças, a empresa conquistou maior clareza operacional, melhoria de margens de contribuição e redução significativa de contas em atraso, posicionando-se para crescimento sustentável.

O Desafio

A Madeireira do Marceneiro é uma empresa consolidada no segmento de madeiras, ferragens e materiais para construção. Com três lojas operando em diferentes regiões, a empresa atende marceneiros, construtoras e clientes do varejo, oferecendo um portfólio diverso de produtos e serviços.

Porém, por trás dessa operação tradicional, havia um problema crescente: a empresa não tinha visibilidade clara sobre sua saúde financeira real. Os gestores acompanhavam principalmente o saldo de caixa, sem entender a lucratividade verdadeira ou as margens de cada operação. "A gente olhava só para o dinheiro que tinha na conta. Não sabíamos se estávamos ganhando ou perdendo de verdade," relata um dos líderes da empresa.

Os desafios eram múltiplos e interconectados. A gestão financeira era fragmentada: a Demonstração de Resultados (DRE) existia, mas era atualizada de forma irregular, sem uma rotina clara. Os lançamentos financeiros ficavam espalhados em planilhas desorganizadas. O fluxo de caixa não era projetado, dificultando o planejamento de compras e pagamentos. Além disso, não havia padronização operacional entre as três lojas—cada uma funcionava com seus próprios métodos de organização de estoque, precificação e atendimento.

No lado de pessoas, a empresa enfrentava gargalos de comunicação e falta de clareza sobre responsabilidades. Decisões importantes passavam por poucas pessoas, criando dependências perigosas. O pró-labore e as despesas pessoais se misturavam com as contas da empresa, tornando impossível separar o que era custo operacional do que era remuneração pessoal. Contas em atraso acumulavam-se, sinalizando problemas de liquidez que não eram bem compreendidos.

"Tínhamos números em vários lugares, mas ninguém tinha uma visão clara do todo. Era como dirigir de olhos fechados," descreve outro membro da liderança.

A Solução

A transformação começou com uma decisão clara: colocar dados e governança no centro da operação. A empresa reconheceu que não podia crescer de forma sustentável sem entender sua própria saúde financeira e sem padronizar seus processos.

O primeiro passo foi implementar a DRE e o fluxo de caixa como pilares da gestão. Não era apenas criar relatórios—era mudar a mentalidade. A empresa começou a alimentar a DRE diariamente, com responsabilidades claras atribuídas. Análises verticais e horizontais foram introduzidas para entender a composição de custos: quanto cada item (compra de mercadorias, pró-labore, despesas fixas) representava da receita total. Isso permitiu identificar gargalos reais. "Quando vimos que o pró-labore estava comendo 20% da receita, ficou claro que precisávamos agir," relata um gestor.

Em paralelo, a empresa estruturou um orçamento de compras mensal, alinhado às metas de venda e margem desejada. Isso trouxe previsibilidade ao fluxo de caixa e evitou compras desalinhadas com a capacidade financeira. Um fluxo de caixa projetado passou a ser atualizado semanalmente, sinalizando períodos de maior desembolso e permitindo ajustes antecipados.

No operacional, a padronização foi essencial. A empresa mapeou e documentou os processos de estoque, criando um Procedimento Operacional Padrão (POP) único para as três lojas. Isso incluiu layout padronizado de prateleiras, sinalização de corredores, e regras claras de FIFO (primeiro que entra, primeiro que sai). Estoque mínimo foi definido por item, com responsáveis designados para monitorar reposição. "Antes, cada loja era um mundo diferente. Agora, um colaborador novo consegue se orientar em qualquer uma delas," comenta um supervisor.

A empresa também investiu em desenvolvimento de lideranças. Treinamentos focados em comunicação, feedback e gestão de equipes foram implementados. A ideia era clara: líderes mais preparados conseguem executar melhor e engajar suas equipes.

Além disso, a governança financeira foi reforçada. Comissões foram reclassificadas corretamente no sistema. Transferências entre contas bancárias foram rastreadas e reclassificadas quando necessário. Contas em atraso passaram a ser monitoradas mensalmente, com ações específicas para redução.

"O que mudou foi a disciplina. Não é mágica—é trabalho consistente com dados e processos bem definidos," afirma um dos líderes financeiros da empresa.

A Transformação

Os resultados começaram a aparecer rapidamente. A margem de contribuição (receita menos despesas diretas de venda) melhorou significativamente entre períodos consecutivos. Mais importante: a empresa conseguiu reduzir contas em atraso em aproximadamente 40% em poucos meses, liberando caixa crítico para operações.

A visibilidade financeira transformou a tomada de decisão. Gestores agora entendem não apenas se a empresa tem dinheiro, mas se está sendo lucrativa. Isso permitiu ações estratégicas: redução de custos fixos, otimização de compras, melhoria de margens por categoria. O fechamento mensal, que antes era caótico, agora acontece de forma disciplinada, com meta de conclusão até o dia 10 do mês seguinte.

No operacional, a padronização trouxe eficiência. O tempo de busca de itens no estoque diminuiu. Erros de separação caíram. Novos colaboradores conseguem se integrar mais rapidamente. A organização visual do estoque, com corredores sinalizados e layout consistente, melhorou a experiência tanto de clientes quanto de equipes internas.

A comunicação entre áreas melhorou. Responsabilidades ficaram claras. Gargalos que antes eram invisíveis agora são identificados rapidamente. Líderes mais preparados conseguem tomar decisões com mais segurança e engajar suas equipes em torno de objetivos comuns.

"Hoje, quando a gente senta para planejar, temos dados reais. Sabemos onde estamos, para onde vamos e o que precisa mudar. Isso muda tudo," relata um gestor.

A empresa também criou as bases para crescimento futuro. Com processos padronizados, é possível replicar operações em novas lojas. Com dados confiáveis, é possível tomar decisões de investimento com segurança. Com lideranças mais fortes, é possível escalar a operação sem perder qualidade.

O caminho não foi fácil. Exigiu comprometimento total da liderança, disciplina na alimentação de dados, e disposição para mudar práticas antigas. Mas a empresa provou que é possível transformar uma operação tradicional em uma organização orientada por dados, mantendo sua essência e sua força.

"A transformação não termina aqui. Agora temos os alicerces. O próximo passo é usar esses dados para crescer de forma inteligente e sustentável," conclui um dos líderes da empresa, olhando para o futuro com confiança renovada.

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