Colore na Web: Da Fragmentação à Visibilidade Financeira Integrada
Colore na Web transformou sua gestão financeira e operacional através de uma abordagem integrada de planejamento de caixa, otimização de custos e consolidação de dados. Com múltiplos canais de venda e operações complexas, a empresa enfrentava falta de visibilidade sobre margens, fluxo de caixa e custos reais. Ao implementar DRE gerencial, cenários de fluxo de caixa e controles de estoque, a Colore conquistou maior previsibilidade, reduziu custos operacionais significativamente e aumentou sua capacidade produtiva, posicionando-se para crescimento sustentável.
O Desafio
A Colore na Web é uma empresa de produção e venda de produtos personalizados através de múltiplos canais de e-commerce. Seu modelo de negócio é robusto: vende em plataformas como Shopee e Mercado Livre, mantém operações de produção interna e trabalha com terceirizados para ampliar capacidade.
Porém, o crescimento trouxe complexidade. A empresa operava com sistemas fragmentados. Dados de vendas viviam em planilhas diferentes. Informações de custos estavam espalhadas entre fornecedores, contas bancárias e registros manuais. Não havia uma visão clara de quanto cada produto realmente custava para produzir. O fluxo de caixa era uma incógnita mês a mês.
"A gente tinha números em vários lugares. Não sabíamos exatamente qual era nossa margem real, quanto estávamos gastando com insumos, ou se o mês ia fechar positivo ou negativo," relata um dos gestores da empresa. Essa falta de visibilidade criava decisões reativas. Quando chegava o final do mês, havia surpresas desagradáveis.
A capacidade produtiva também era um gargalo. A empresa conseguia produzir cerca de 80 peças por dia, mas a demanda era maior. Havia cancelamentos de pedidos por falta de capacidade. Estoque acumulava em alguns itens enquanto faltava em outros. E os custos de antecipação de recebíveis nas plataformas comiam margem.
Tudo isso criava pressão no caixa. A empresa precisava de uma transformação, mas não sabia por onde começar.
A Solução
A Colore decidiu atacar o problema de forma estruturada. Não seria apenas uma ferramenta nova. Seria uma mudança de mentalidade sobre como gerir o negócio.
O primeiro passo foi criar visibilidade real. A empresa desenvolveu um DRE gerencial que separava a visão de caixa (o que realmente entrou e saiu) da visão de competência (o que foi vendido e o que foi gasto, independente de quando o dinheiro chegou). Isso parecia simples, mas foi revolucionário. De repente, ficou claro que havia diferenças enormes entre essas duas visões.
"Quando a gente viu o DRE separado em caixa e competência, entendemos por que alguns meses pareciam bons mas o caixa estava apertado," comenta um dos líderes. "Não era que estávamos perdendo dinheiro. Era que o timing dos pagamentos e recebimentos estava desalinhado."
Em paralelo, a empresa construiu cenários de fluxo de caixa. Não um, mas três: pessimista, realista e otimista. Cada cenário testava diferentes volumes de venda, diferentes prazos de pagamento com fornecedores, e diferentes estratégias de antecipação de recebíveis. Isso permitiu planejar com mais segurança.
Para os custos, a Colore fez um trabalho minucioso. Mapeou cada componente: matéria-prima, mão de obra, embalagem, terceirização. Descobriu que alguns custos estavam sendo contabilizados de forma duplicada. Outros não estavam sendo considerados. Com um custeio real, ficou claro quais produtos eram realmente rentáveis e quais estavam sendo vendidos com margem insuficiente.
A empresa também renegociou com fornecedores. Em vez de pagar tudo no mês seguinte, estruturou parcelamentos de 4 a 6 meses. Isso aliviou a pressão de caixa imediata sem comprometer a relação com os fornecedores.
Na operação, a Colore internalizou processos que antes eram terceirizados. Pintura, por exemplo, passou a ser feita internamente. Isso reduziu custos e aumentou o controle de qualidade. A empresa também otimizou o mix de produção, priorizando itens com maior margem.
"O que mudou foi a disciplina," explica um gestor. "Agora temos dados. Sabemos o que funciona e o que não funciona. As decisões não são mais baseadas em achismo."
A implementação foi gradual, mas com comprometimento total da liderança. Reuniões semanais para acompanhar números. Ajustes rápidos quando algo desviava do plano. E, acima de tudo, transparência. Todos na empresa sabiam para onde estavam indo.
A Transformação
Os resultados começaram a aparecer rapidamente.
A capacidade produtiva aumentou de 80 para 450 peças por dia. Isso significa aproximadamente 9 mil unidades por mês. Não foi apenas mais volume. Foi mais volume com melhor margem. Ao priorizar produtos com maior rentabilidade, a margem de contribuição subiu significativamente.
No fluxo de caixa, a empresa conquistou previsibilidade. Onde antes havia incerteza, agora havia cenários testados. O saldo de caixa projetado para meses futuros mostrava estabilidade. Em alguns cenários, o caixa chegava a crescer mês a mês.
Os custos caíram. A madeira, que representava 28% do custo esperado, foi reduzida para 13,2% através de melhor planejamento e negociação. O fornecedor de vidro ofereceu desconto de 30%. A pintura interna gerou economia de aproximadamente 50 reais por peça. A folha de pagamento foi otimizada em cerca de 30%.
O aluguel, que era um custo fixo pesado, foi reduzido significativamente com a mudança de instalações. Isso liberou caixa para investimentos em crescimento.
Mas os números não contam a história toda. A mudança foi também cultural. A empresa passou a tomar decisões com base em dados, não em intuição. Gestores que antes se sentiam perdidos agora tinham clareza. Vendedores entendiam quais produtos eram mais rentáveis. Operação sabia exatamente quanto precisava produzir.
"Antes, a gente operava no escuro. Agora, temos um painel de controle," diz um dos líderes. "Sabemos exatamente onde estamos e para onde vamos."
A empresa também conquistou flexibilidade. Com cenários de caixa bem estruturados, consegue negociar melhor com fornecedores. Consegue antecipar recebíveis de forma estratégica, não desesperada. Consegue investir em crescimento sem medo de quebrar o caixa.
Olhando para frente, a Colore está posicionada para crescimento sustentável. A visibilidade que conquistou permite escalar sem perder controle. Os processos que implementou são replicáveis. E a mentalidade de gestão baseada em dados está enraizada na cultura da empresa.
"O que aprendemos é que visibilidade é poder," conclui um gestor. "Quando você sabe o que está acontecendo, consegue tomar decisões melhores. E decisões melhores levam a resultados melhores. É simples assim."
A jornada da Colore é um lembrete de que transformação não precisa ser complicada. Precisa ser estruturada, disciplinada e focada. E quando você coloca essas três coisas juntas, os resultados falam por si.
Sua gestão funciona melhor quando você sabe exatamente o que fazer
Vamos clarear suas prioridades e construir o que realmente importa para sua empresa.
- Consultoria focada nos desafios reais do seu negócio
- Resultados mensuráveis, não promessas vazias
- Método direto que você consegue aplicar
- Dados que mostram o caminho certo
- Soluções construídas para o seu contexto específico