Grife Bruna de Faveri: Da Gestão Fragmentada ao Controle Integrado de Margens e Fluxo de Caixa
A Grife Bruna de Faveri, uma empresa de moda íntima com múltiplas lojas e produção própria, enfrentava desafios críticos de visibilidade financeira, margens negativas e fluxo de caixa desorganizado. Através de uma transformação estruturada em gestão de preços baseada em margem de contribuição (CLD), implementação de DRE integrada por loja, otimização de fluxo de caixa e reposicionamento comercial, a empresa conquistou crescimento de 28% em 2024, melhorou a visibilidade operacional e criou as bases para decisões estratégicas mais assertivas.
O Desafio
A Grife Bruna de Faveri é uma empresa de moda íntima que combina produção própria, parcerias com facções e revenda de produtos. Com múltiplas lojas físicas e uma indústria interna, a empresa tinha tudo para crescer. Mas havia um problema silencioso que ameaçava o negócio: ninguém sabia realmente se estava ganhando ou perdendo dinheiro.
Os preços eram definidos com base em markup simples, sem considerar se cada produto cobria seus custos reais. As transferências de mercadoria entre lojas eram tratadas como simples movimentações de dinheiro, não como vendas. O fluxo de caixa era uma incógnita. E a indústria própria, que deveria ser uma vantagem competitiva, era na verdade um peso crescente nos custos.
"A gente vendia, mas não sabia se estava lucrando," relembra Bruna, sócia-proprietária. "Tínhamos margens negativas em praticamente todos os produtos. Alguns itens perdiam até 30% do valor de venda."
Sem visibilidade clara sobre margens por produto e por loja, era impossível tomar decisões estratégicas. Deveria fechar uma loja? Terceirizar a produção? Aumentar preços? Ninguém tinha dados suficientes para responder. A empresa crescia em volume, mas a lucratividade não acompanhava.
A Solução
A transformação começou com uma decisão fundamental: parar de adivinhar e começar a medir. A empresa implementou um modelo de precificação baseado em margem de contribuição (CLD), que separa custos variáveis de custos fixos e garante que cada produto cubra suas despesas reais.
"Precisávamos de uma estrutura que mostrasse exatamente quanto cada produto contribuía para cobrir custos fixos e gerar lucro," explica Bruna. "Não era só sobre aumentar preços. Era sobre entender a realidade do negócio."
Em paralelo, a equipe reorganizou completamente a contabilidade. Criou uma DRE integrada que reconhecia as vendas entre unidades como transações reais, não como simples transferências. Isso permitiu calcular margens verdadeiras por loja e identificar quais operações eram rentáveis e quais eram um dreno de recursos.
O fluxo de caixa também foi reorganizado. A empresa planejou antecipações automáticas de recebíveis, criou contas separadas para financiamentos e começou a distribuir compras de forma mais inteligente ao longo do ano, evitando picos que esvaziavam o caixa.
Além disso, a empresa reativou canais de venda que estavam dormentes. Lives de vendas foram retomadas. O e-commerce ganhou atenção. E a estrutura de comissões foi redesenhada para alinhar incentivos com metas reais de cada loja.
"O que mudou foi a mentalidade," diz Bruna. "Passamos de uma gestão baseada em intuição para uma gestão baseada em dados. Todos na empresa agora entendem que cada decisão tem um impacto financeiro mensurável."
A Transformação
Os resultados vieram rápido. A empresa cresceu 28% entre 2023 e 2024. A loja Marechal, aberta no final de 2023, cresceu 367% no ano seguinte, provando que o modelo funcionava quando bem executado.
Mas o ganho mais importante foi a visibilidade. Com a DRE integrada, a empresa identificou que a indústria própria era insustentável com as margens atuais. Isso levou a decisões estratégicas claras: consolidar operações, fechar lojas com baixa rentabilidade e reavaliar a terceirização.
As lives de vendas geraram aproximadamente R$ 6 mil em uma única transmissão. A nova estrutura de comissões criou incentivos claros para as vendedoras, com premiações que chegavam a 1,5% da receita quando metas eram superadas.
O fluxo de caixa melhorou significativamente. Com antecipações automáticas de recebíveis e uma gestão mais inteligente de compras, a empresa reduziu a dependência de empréstimos caros e ganhou previsibilidade para planejar investimentos.
"Hoje, quando olho para os números, sei exatamente onde estou ganhando e onde estou perdendo," afirma Bruna. "Isso muda tudo. Muda como você conversa com fornecedores, como você precifica, como você decide se abre ou fecha uma loja."
A transformação não terminou. A empresa continua refinando margens por categoria, testando novos canais de venda e otimizando custos. Mas agora faz isso com dados, não com palpites. E isso é o que permite crescimento sustentável.
"Quando você tem controle, você tem liberdade," conclui Bruna. "Liberdade para crescer, para inovar, para tomar riscos calculados. Isso é o que a gente tem agora."
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